terça-feira, 18 de outubro de 2016

Show de Sebastian Bach no Carioca Clube, em SP - 16/10/2016



No último dia 16, no domingo, Sebastian Bach, o eterno ex-vocalista da banda Skid Row fez um show no Carioca Bar, em SP, com um set repleto de clássicos do Skid Row e alguns covers.

por Renan Caíque



Após um atraso de meia hora, o público ansioso gritava "Tião, Tião". E quando finalmente as cortinas se abrem aparecem o guitarrista Brent Woods, o baixista Rob De Luca e o baterista Bobby Jarzombek e começam a tocar o clássico "Little Wing" de Jimi Hendrix, e Sebastian vem logo em seguida e logo nas primeiras palavras "she's walking through the clouds(...)" leva o público à loucura. Depois foi a vez da belíssima balada "Breakin' down" do pouco lembrado Subhuman Race de 1995, e que foi trilha sonora do filme Anjos Rebeldes. Depois veio seguidas as baladas "18 and life", "Wasted Time", "Quicksand Jesus", e não há como descrever o êxtase em que a galera estava no momento, em um coro ímpar, repleto de feeling e entusiasmo.

Depois dessas uma fã mostrou uma faixa em que dizia que era seu aniversário, e Sebastian em toda sua modéstia e gentileza cantou "Happy Birthday to you(...)" para a moça que deve ter sido levada às lágrimas de emoção, e em seguida veio "I remember you", aquele tipo de música que você pode ouvir milhares de vezes, e em vez de enjoar, o fascínio aumenta cada vez mais, e ao vivo o sentimento de apreciação é ainda mais intenso. Depois veio a pedrada "Slave to the grind" do clássico disco homônimo de 1991, fazendo os fãs bangearem incessantemente. Depois as maravilhosas "Sweet little sister" e "Big Guns" do primeiro álbum, de 1989. A seguir outra pedradas: "The Threat",  "American Metalhead" e "Piece of me”. Após essas a esplêndida "Monkey Business" do Slave to the grind, um cover de "Tom Sawyer" do Rush, e "Rattlesnake Shake". A próxima foi o hino Hard "Youth gone wild", com direito a no meio dela a expulsão de um arruaçeiro, por ordem de Sebastian, que estava causando confusão na plateia. A noite foi encerrada com "TNT" do AC/DC.

Sebastian demonstrou uma grande simpatia e humildade em seu envolvimento com os fãs, e mostrou também que com seus 48 anos continua com um vocal incrível e canta com a alma, mostrando ser ainda um dos maiores ícones do Hard Rock. Com certeza um show mágico para guardar para a vida inteira no coração, tanto para os que já o tinham visto quando para os fãs que o viram pela primeira vez, apesar de muitos terem sentido falta da mais que clássica "In a darkened room", e de ter havido alguns problemas técnicos. Não havia tanta gente quanto deveria ter para alguém do calibre de Sebastian Bach, mas com certeza a maioria dos que estavam eram fãs de verdade e cantaram lindamente todas as canções executadas na noite.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Músicos de Rock/Metal que são vegetarianos e veganos


(Este post foi originalmente publicado por mim no site Whiplash, onde também sou colaborador: http://whiplash.net/materias/curiosidades/238326-archenemy.html)


Nem todo "rockeiro" e "headbanger" faz parte daquele esteriótipo de que adora álcool e churrasco hehe. E falando em churrasco, na verdade há um número enorme de músicos de Rock e Metal que optaram em seguir uma dieta vegetariana ou vegana, principalmente os mais ligados a ativismo e questões sócio-políticas.
A questão é: por quê? seria apenas coincidência ou teria alguma ligação a sua ideologia com o estilo musical que tocam? Muitas vezes não há ligação alguma; outras vezes há sim, e é bem simples: o rock desde o início andou lado a lado com ideias de contestação, protesto e revolução (e mesmo que isto já praticamente desapareceu há muitos anos ainda resta uma pequena faísca disso). E o que o vegetarianismo tem a ver com isso é que também é uma forma de contestação ao comum, ao que é aceitado normalmente por uma maioria sem ao menos questionar (obviamente há exceções). Ambas são formas "comedidas" de protesto; concordando com ou não com a ideologia do vegetarianismo, gostando ou não de Rock e Metal. É uma matéria apenas a título de curiosidade.
Eis alguns nomes:


Angela Gossow (Arch Enemy)

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A ex-vocalista do Arch Enemy é vegetariana desde os 17 anos:
"A carne é assassinato. Sim, é! A nossa forma de produzir e alimentar em massa os animais estraga o nosso ambiente e nossa saúde profundamente e envergonha o nosso senso de humanidade e de misericórdia para com os outros seres vivos. Animais experimentam medo, pânico e dor tanto quanto nós e ainda assim nós os trancamos nas menores prisões que podemos encontrar e ignoramos as suas contusões, lesões e necessidade natural de se mover... Só para podermos devorar uma overdose de produtos de origem animal todos os dias. Pense antes de abrir a boca e enchê-la com um hambúrguer barato que isso nos custa um pedaço de floresta todos os dias! Lembre-se de nossos irmãos e irmãs do reino animal antes de consumir cegamente. Seja responsável por si mesmo e pelos outros. Seja vegetariano ou vegan, como eu, e faça uma mudança para melhor! "


Alissa White-Gluz (Arch Enemy)

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E a atual vocalista da banda é também adepta da dieta vegetariana:
“Eu sou vegan há 15 anos agora, e ainda não achei outro estilo de vida que seja tão benéfico ao planeta. Da forma que eu vejo, tenho sorte de poder estar viva e bem, e só desejo o mesmo para os outros.”


Geezer Butler (Black Sabbath)

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O lendário baixista do Sabbath é vegano há mais de 20 anos:
"Eu comia carne quando era jovem, mas eu não sabia de onde vinha. E um dia eu cortei um pedaço de carne e sangue saiu dele. Perguntei a minha mãe 'De onde veio isso?', e ela respondeu, 'De animais', e foi assim que virei vegetariano".


Bill Ward (Black Sabbath)

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O baterista do Sabbath também é vegano há muitos anos:
"Todos os anos, quando eu recebo meus exames de saúde, eles estão cada vez melhores. Eu tive um ataque cardíaco há onze anos. O médico me perguntou se eu seguia uma dieta especial, quando eu estava nos cuidados intensivos, e eu disse ‘eu não como carne ou peixe’. Ele disse que minha dieta pode ter ajudado a salvar a minha vida e me fez superar meus ataques de coração, já que meus níveis de colesterol estavam bons. Ele me disse para permanecer com esse estilo de vida. Mas esse estilo de vida é ideal pra mim. Eu não me sinto com moral de dizer às pessoas para pararem de comer animais porque eu o fiz. Apenas digo que funcionou muito bem para mim”.


Joan Jett

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A vocalista e guitarrista também é vegetariana:
"Uma dieta sem carne salva animais do sofrimento, combate a destruição ambiental e é melhor para a minha saúde."


Andre Matos (Angra, Shaman, Viper)

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O multi-instrumentista e cantor de Heavy Metal brasileiro Andre Matos é vegetariano desde os 14 anos:
“Eu descobri fatos sobre o consumo de carne que acabaram me influenciando, mas acho que o que veganos pregam faz muito sentindo, porque sem a indústria da carne, o mundo seria melhor alimentado e de maneira mais saudável.”


Paul McCartney (The Beatles)



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O eterno ex-Beatle, vegetariano desde a década de 70, é claramente um grande ativista pelos direitos dos animais:
"A maior mudança que qualquer pessoa pode fazer em seu próprio estilo de vida é tornar-se vegetariana. Exorto a todos que dêem esse passo simples para ajudar o meio ambiente e salvá-lo para as crianças do futuro"


Steve Vai

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O guitarrista é vegetariano há mais de 30 anos:
“Eu nunca me senti bem com a ideia de comer carne. Por anos eu não conseguia nem me sentar com alguém comendo carne. Não dizia a ninguém, tentava tolerar. Mas eu ligava aquilo ao fato de que comer carne é um ato violento e eu não queria fazer parte daquilo."


Floor Jansen (After Forever, Nightwish)

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A cantora também adotou a dieta vegetariana há poucos anos:
"Eu me tornei vegetariana faz quase 1 ano e não o fiz porque não gosto de carne, mas porque não gosto da industria ligada ao consumo de carne."


Derreck Green (Sepultura)

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O vocalista do Sepultura é vegetariano é há muitos anos, e ativista pela causa:
"Eu tenho vários amigos que eram de New York e trabalhavam em diferentes lojas de comidas saudáveis, e eles me deram os nomes de vários livros para dar uma olhada nos direitos dos animais. Era uma coisa que eu realmente queria testar. Eu tinha sempre comido carne minha VIDA INTEIRA, e nunca tinha questionado isso até aquele momento da minha vida quando comecei a questionar um monte de coisas. Experimentei não comer mais carne. E depois de um tempo, eu não tinha mais o desejo de comer carne. Eu apenas abri a minha mente para isso e continuei assim."


Rob Zombie (White Zombie)

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O músico e cineasta é vegano:
"A única coisa a qual eu realmente me importo são os animais - as causas animais. Eu realmente não me importo tanto com pessoas, mas os animais eu sinto que eles sempre devem ser protegidos"


Mile Petrozza (Kreator)

O eterno vocalista e guitarrista da banda de Thrash Metal Kreator também é vegano há muitos anos:

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Também são vegetarianos (ou veganos) a cantora Joan Baez; o lendário músico recém-falecido David Bowie; BB King; Joey Ramone; o guitarrista jeff Beck; Elvis Costello; Rita Lee; Brian May do Queen; o ator e vocalista do 30 Seconds to Mars, Jared Leto; o guitarrista Steve Morse do Deep Purple; Steve Perry, vocalista do Journey; o líder do Pearl Jam, Eddie Vedder; todos os membros do Rage Against the Machine; o glam rocker Mark Bolan do T. Rex; Jukka Nevalainen, baterista do Nigthwish, Anthony Kields, fundador e vocalista do Red Hot Chili Peppers; João Gordo, do Ratos de Porão; Billie Joe, vocalista do Green Day; Tina Turner; Kirk Hammet, guitarrista do Metallica; Lenny Kravitz; Bryan Adams; os ex-beatles George Harrison e Ringo Starr; Johnny Marr e o cantor Morrissey, ambos do The Smiths; Bill Steer e Jeff Walker da banda Carcass; o baterista Chris Adler e o baixista John Campbell do Lamb Of God; Krist Novoselic, do Nirvana; Barney Greenway, vocalista do Napalm Death; Rodrigo Lima do Dead Fish, Tom G. Warrior do Triptykon e ex-Celtic Frost; o baterista Paul Mazurkiewicz do Cannibal Corpse; Peter Gabriel da banda de rock progressivo Genesis; Billy idol; o guitarrista Phil Collen e o baterista Rick Allen, ambos do Def Leppard; Thom Yorke do Radiohead; Liv Kristine ex-vocalista do Theatre of Tragedy e atual Leave's Eyes; Steve Howe, guitarrista do Yes; Charlie Watts dos Rolling Stones; Rikki Rockett do Poison, Serj Tankian do System of a down; a banda Cattle Decapitation; Stella Bridge e o Stefano, ambos da banda brasileira Sharyot; Juninho do Ratos de Porão; o guitarrista Dave Navarro; Doyle, ex-Misfits; Tuomas Holopainen do Nightwish; Gaahl, ex-Gorgoroth; Arnaldo Baptista; Carter Beauford, baterista da Dave Matthews Band; Nick Rhodes do Duran Duran; Chrissie Hynde, líder dos Pretenders; todos da banda Shelter; todos da banda Rise Against; todos da banda Heaven shall burn; todos da banda Rival Sons; todos da banda Between the Buried and Me; Ian MacKaye do Minor Threat; entre vários outros.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

20 grandes filmes de comédia inteligentes



Hoje trago uma lista que há tempos quero fazer: filmes que são de comédia, mas comédias diferentes; são filmes inteligentes que envolvem filosofia, críticas e reflexões sobre a existência de maneira cômica. Naturalmente, faltará muitos e haverá discordâncias por parte de alguns leitores, afinal a lista se baseia em minha opinião crítica, mas também em meu gosto, o que é muito subjetivo. Por isso, fiquem à vontade para também indicar filmes que se encaixem no estilo e a opinarem sobre o post.
Os filmes não estão em nenhuma ordem de melhor ou pior.

Boa leitura :)


 O Sentido da Vida (Meaning of Life - 1983)




Nada melhor que começar esta lista com este clássico dos gênios da comédia do Monty Python, que para quem não conhece foi um influente grupo de comédia britânico surgido nos anos 60. E este é o terceiro filme do grupo, é dividido em sete partes que vão do nascimento até a morte, passando pelas diversas fases da vida de uma pessoa. Eles ironizam de maneira ácida e genial a classe médica, a igreja, a família, o militarismo, o sexo, e tudo o que é levado a sério demais e muitas vezes considerado tabu pelos seres humanos normais. Subversivo, filosófico e engraçadíssimo! Mais que recomendado.


Muito além do jardim (Being There - 1979)





Baseado na novela homônima de Jerzy Kosinski, e bastante influenciado pelo Mito da Caverna de Platão, esta genial comédia fala sobre Chance, um homem ingênuo, que trabalhou a vida toda como jardineiro e que tem na televisão o único contato com o mundo. Ele não sabe ler e nem escrever, não tem carteira de identidade e nunca andou em um automóvel. Quando seu patrão morre, Chance é obrigado a deixar a casa e é atropelado pelo carro de um magnata, que acaba se tornando seu amigo. A partir daí, tudo o que Chance fala, e até mesmo quando ele se cala, passa a ser interpretado como algo genial e metafórico. Este é um filme sobre o poder dos meios de comunicação de massa e como eles podem moldar nossa maneira de enxergar o mundo, e mais ainda uma obra que nos propõe reflexões acerca do que é de fato a realidade, apenas uma verdade absoluta ou várias baseadas na subjetividade, pensamentos e experiências de cada um.


A vida é bela (La vita è bella - 1997) 




Este é um dos maiores clássicos da história do cinema e não sem razão. Esta maravilhosa comédia se passa na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial, e fala sobre Guido, um judeu que é mandado para um campo de concentração, juntamente com seu filho, o pequeno Giosuè. Guido é um homem simples, inteligente, espirituoso e possui um grande humor. Por ser um pai amoroso, consegue fazer com que seu filho acredite que ambos estão participando de um jogo, sem que o menino perceba o horror no qual estão inseridos. O filme chega ao resultado a que(em uma interpretação) se propõe: mostrar como a vida é bela, e mesmo nos momentos mais difíceis devemos vivê-la plenamente enxergando sua beleza.


Um peixe chamado Wanda (A Fish Called Wanda - 1988)





Difícil falar deste filme, dificílimo; pois apesar de parecer bobo, ser uma produção barata e de o enredo ser clichê, é um filme muito inteligente e um dos mais engraçados já feitos. Em parte isto se deve aos ex-Monty Python John Cleese e Michael Palin, com o seu humor único nonsense, ao vencedor do Oscar Kevin Kline e à excelente direção de Charles Crichton . Mas todo o conjunto da obra fez um ótimo trabalho. A história é bem simples: em Londres, quatro pessoas muito diferentes se unem para cometer assalto à mão armada e, em seguida, a tentativa de realizar outro saque em joias. Isto com direito a citações de Nietzsche, piadas inteligentes e inesperadas, e situações que beiram o absurdo. Sensacional!




Idiocracia (Idiocracy - 2006)




Esta sarcástica comédia nos faz refletir sobre um supostamente trágico futuro da raça humana. Joe Bowers é um americano comum, que foi selecionado pelo governo para participar de um programa de hibernação. Porém, ele é esquecido no projeto e, 500 anos depois, acorda no futuro. Joe descobre uma nova sociedade, que está tão emburrecida pelo comercialismo de massa e pela alienante programação de TV que ele acaba sendo a pessoa mais inteligente do mundo. Agora, cabe a ele, alguém de inteligência mediana, fazer a humanidade voltar a evoluir. 


Procura-se um amigo para o fim do mundo (Seeking a Friend for the End of the World  - 2012)




Um meteoro está prestes a colidir com a terra e a fazê-la em pedaços. Não há mais saída: em três semanas, o mundo vai acabar. Algumas pessoas aproveitam os últimos dias de vida para beberem e fazerem sexo sem compromisso; outras se rebelam pelas ruas e começam a destruir os carros e os comércios. Além delas, existe Dodge, corretor solitário que acaba de ser abandonado pela esposa, e Penny, sua vizinha triste, que nunca teve um namoro satisfatório. Juntos, eles decidem percorrer o país para reencontrarem suas famílias e seus amores de juventude antes que seja tarde demais. Com pitadas de drama e romance, é um filme bem filosófico. O que você faria se soubesse que o mundo acabaria em três semanas?


Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América (Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan - 2006)





 O escandaloso repórter fictício de Sacha Baron Cohen é enviado do Cazaquistão aos Estados Unidos com a missão de fazer um documentário sobre o país. Conforme a personagem "zig-zagueia" pela América acompanhado de seu câmera, Borat encontra pessoas reais vivendo situações reais com consequências histéricas. O formato de "falso documentário" do filme cria situações espontâneas, divertidas e, acima de tudo, reais. "Borat", facilmente uma das melhores comédias de sempre, é mais que crítica inteligente e politicamente incorreta à sociedade americana, é um ensaio sociológico que provavelmente tem muito a acrescentar a quem o assistir. Uma das maiores riquezas do filme são como são retratados os choques em relação à diferenças culturais.


O primeiro mentiroso (The Invention of Lying - 2009)



Num mundo em que as pessoas falam e conhecem apenas a verdade, Mark Bellison, um fracassado desiludido, inventa a mentira e torna-se uma espécie de guru, conquistando fama e fortuna. Esse é o enredo simples, no entanto originalíssimo de "O primeiro mentiroso", uma bem-humorada e inteligente crítica à moralidade e às religiões.


Em busca do cálice sagrado (Monty Python and the Holy Grail - 1975)




Novamente, Monty Python! Neste longa, o Rei Arthur está à procura de cavaleiros que possam acompanhá-lo em uma importante jornada: a busca do Santo Graal. Sir Lancelot, o Bravo; Sir Robin, o Não-tão-bravo-quanto-Sir Lancelot; Sir Galahad, o Puro e outros cavaleiros se dispõem a participar da busca real. O longa satiriza diversos eventos históricos ocorridos na Idade Média. Curiosamente, este filme só foi concluído devido à ajuda financeira de integrantes de bandas de bandas de rock como Led Zeppelin, Genesis, Pink Floyd, Jethro Tull e Elton John que se juntaram para investir nele.




A vida de Brian (Life of Brian - 1979)




Mais um grande clássico do Monty Python, esse é uma paródia bíblica, em que Brian (nascido no dia de Natal e membro de um grupo separatista anti-domínio romano) é considerado Messias e não consegue convencer ninguém de que não o é. Uma sátira social e religiosa, cheia do humor que caracteriza os Monty Python: non sense, filosófico e crítico.


Depois de Horas (After Hours - 1985)



Paul Hackett, um operador de computador, conhece a estranha Marcy num bar ao sair do trabalho. Acompanhando a jovem até seu apartamento no bairro Soho, ele é confundido com um criminoso e vítima de diversas situações grotescas e absurdas durante toda a madrugada. Este filme foi uma das maiores surpresas que tive, mas apesar de saber que era dirigido por Martin Scorsese, não esperava tanto! Sério, este filme é magnífico. Recomendo muito.




Brazil, o Filme  (Brazil - 1985)




Dirigido por Terry Gilliam, um dos membros do Monty Python, conta a história de Sam Lowry, que vive num Estado totalitário de uma sociedade distópica, controlado pelos computadores e pela burocracia. Neste Estado futurista, todos são governados por fichas e cartões de crédito e ainda precisam pagar por tudo, até mesmo pela permanência na prisão. Em meio à opressão, Sam acaba se apaixonando por Jill Layton, uma terrorista.


Dr. Fantástico (Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb - 1964)




Escrito, dirigido e produzido pelo mestre Stanley Kubrick, eis uma das mais geniais obras de comédia já feitas. Fala sobre o General Ripper, que fica maluco e arma um plano para iniciar uma Guerra Nuclear. Então as autoridades máximas dos Estados Unidos e da União Soviética tentam parar um avião-bombardeiro cuja tripulação recebera ordens de lançar uma bomba nuclear na Rússia. Curiosamente, durante a pré-produção deste filme, Kubrick leu cerca de 50 livros sobre guerra nuclear.

Como Enlouquecer seu Chefe (Office Space - 1999)




Peter Gibbons é um programador de computadores que trabalha na Initech fazendo upgrade dos softwares e sente-se muito infeliz no emprego. Mas após uma sessão de hipnose seu comportamento muda e ele passa a não cumprir horários nem fazer nada daquilo que lhe foi determinado. Porém, quanto mais se rebela mais é elogiado por especialistas em produtividade, que lhe dão uma promoção e fazem isto no mesmo período em que várias pessoas são demitidas. Esta é sinopse deste filme maravilhoso. Uma crítica atemporal à burocracia, ao sistema capitalista, à escravidão e à manipulação que os trabalhadores são submetidos, e uma reflexão acerca do que é viver e qual a influência do trabalho em nossa vida.


O show de Truman: O Show da Vida (The Truman Show - 1998)





 Este filme; repleto de analogias a obras religiosas, literárias e filosóficas, tais como "A Bíblia", "Utopia" de Thomas Moore e "O mito da caverna" de Platão;  faz uma belíssima e bem-humorada crítica à influência e à manipulação da mídia sobre a população e mostra como as minorias que detêm o poder abusam dele, chegando ao ponto de se acharem deuses. O filme também questiona a realidade, o que deveras é verdadeiro e o que é falso. Truman é um pacato vendedor de seguros que leva um vida simples com sua esposa. Porém algumas coisas ao seu redor fazem com que ele passe a estranhar sua cidade, seus supostos amigos e até sua mulher. Após conhecer a misteriosa Lauren, ele fica intrigado e acaba descobrindo que, desde que nasceu, ele é o astro, de um show de televisão dedicado a acompanhar todos os passos de sua existência. Talvez seja uma representação de nós, seres subordinados em um sistema opressor, preocupados com as futilidades do dia-a-dia.

Lisbela e o Prisioneiro (2003)




Esta bela comédia brasileira com pitadas de romance e poesia é uma adaptação da peça de teatro homônima de Osman Lins. Lisbela está noiva e de casamento marcado, quando Leléu chega à cidade. O casal se encanta e passa a viver uma história cheia de personagens caricatos tirados do cenário nordestino. Lisbela e Leléu vão sofrer pressões da família, do meio social e também com as suas próprias dúvidas e hesitações. Mas, em uma reviravolta final, cheia de bravura e humor, eles seguem seus destinos. Como a própria Lisbela diz, a graça não é saber o que acontece. É saber como acontece e quando acontece.


Intocáveis (Intouchables - 2011)




Philippe é um aristocrata rico que, após sofrer um grave acidente, fica tetraplégico. Precisando de um assistente, ele decide contratar Driss, um jovem problemático que não tem a menor experiência em cuidar de pessoas no seu estado. Aos poucos ele aprende a função, apesar das diversas gafes que comete. Philippe, por sua vez, se afeiçoa cada vez mais a Driss por ele não tratá-lo como um pobre coitado. Aos poucos a amizade entre eles se estabelece, com cada um conhecendo melhor o mundo do outro. Lindíssima e divertida obra francesa, que te fará rir e se emocionar.


O grande ditador (The Great Dictator - 1940)




Nesta lista, não poderia faltar o grande gênio da comédia. Este clássico se passa em meio à Segunda Grande Guerra Mundial, judeus estavam sendo esmagados pelo preconceito alemão. Chaplin, genialmente, interpreta os dois protagonistas da história: o ditador Adenoid Hynkel (em clara referência a Hitler) e o barbeiro Judeu. Irônico e atrevido, este filme lhe causou sua expulsão dos Estados Unidos, mas criou também uma obra-prima única com uma das melhores mensagens anti-guerra já transmitidas ao homem. Desnecessário dizer que o discurso final no filme é a cena cinematográfica mais bonita e fantástica que já vi em minha vida.


Tempos Modernos (Modern Times - 1936)




Obviamente poderia entrar vários outros filmes de Chaplin, mas pra não ficar demasiado repetitivo, escolhi apenas mais este. Conta a história de um operário que fica louco com o ritmo intenso do trabalho braçal onde consegue o seu ganha pão. Demitido, acaba parando em um hospital. Quando sai, é confundido durante um protesto comunista e acaba preso. Em meio a toda essa confusão, ainda arruma tempo para ajudar uma jovem órfã. Filme engraçadíssimo e extremamente crítico que denunciou a mecanização dos homens e a exploração pelas grandes indústrias.


Forrest Gump - O contador de histórias (Forrest Gump - 1994) 




“A vida é como uma caixa de bombons; você nunca sabe o que vai encontrar dentro.”

Vencedor de seis Oscars, inclusive de melhor filme, este clássico é um dos filmes mais engraçados e mais geniais já feitos. Nele, quarenta anos da história dos Estados Unidos, são vistos pelos olhos de um rapaz com QI abaixo da média que, por obra do acaso, consegue participar de momentos cruciais, como a Guerra do Vietnã e Watergate. É dificílimo falar qualquer coisa sobre esta obra-prima, apenas recomendo que vejam e se encantem.