sábado, 31 de outubro de 2015

Lord Byron e seu amor pelos animais


  

O poeta Lord Byron (1788-1824) tinha um grande amor por animais, mais notavelmente por um cão canadense chamado Boatswain. Quando o animal contraiu raiva, Byron cuidou dele até o fim, sem qualquer pensamento ou medo de ser mordido ou infectado. Quando ele morreu, Byron disse: "...Boatswain está morto! Morreu em um estado de loucura no dia 10, depois de sofrer muito, mas ainda mantendo sua natureza gentil até o final, jamais tentando ferir alguém à sua volta."

Embora profundamente endividado no momento, Byron comissionou um impressionante monumento funarário de mármore para Boatswain em Newstead Abbey, maior que o seu próprio, e o único trabalho de construção alguma vez realizado em sua propriedade. Em 1811, Byron pediu que fosse enterrado junto com ele. 

Byron também manteve um urso domesticado, enquanto ele era um estudante no Trinity College Cambridge. Não havendo menção sobre a proibição de criar ursos entre os estatutos, as autoridades da universidade não tinham base legal para a queixa. Byron até sugeriu que ele iria candidatar o urso a uma bolsa de estudos da faculdade.

Durante sua vida, além de inúmeros gatos, cães e cavalos, Byron manteve uma raposa, macacos, uma águia, um corvo, um falcão, pavões, galinhas-d'angola, um gruidae egípcio, texugo, gansos, uma garça-real e uma cabra. Exceto os cavalos, todos eles residiam dentro de casa em suas residências na Inglaterra, Suíça ,Itália e Grécia.

Byron também foi vegetariano, ele acreditava que a carne torna as pessoas agressivas. Em suas obras costumava louvar a natureza e os animais, e criticar os maus tratos que eles sofriam, desde a sua criação para abate até esportes como pesca e testes para pesquisas científicas.


Imagem: Pintura "Sonho de Byron" de Ford Madox Brown (1821-1893), representando Lord Byron, Mary Chaworth e Boatswain.