segunda-feira, 2 de março de 2015

10 Grandes Filmes Filosóficos (Parte2)


   Eis a parte 2 de uma lista de filmes que, em minha opinião, qualquer pessoa que goste de filosofia ou veja o cinema como arte(e não apenas como entretenimento) deveria ver:


Para ver a parte 1, clique aqui.

por Renan Caíque

10 - Os Agentes do Destino:

“A maioria vive a vida no caminho que traçamos, com medo de explorar outro. Mas, de vez em quando, surgem pessoas como você, que superam todos os obstáculos que colocamos no caminho. Quem encara o livre arbítrio como dom, nunca saberá usá-lo até lutar por ele. Creio que esse é o verdadeiro plano do Presidente. E, talvez, um dia, nós não escreveremos o plano. Vocês o farão.”





"Os Agentes do Destino" é um filme de 2011, dirigido e escrito pelo George Nolfi, com roteiro baseado no conto "Adjustment Team" de Philip K. Dick. David Norris (Matt Damon) é um jovem político com uma carreira promissora, mas um escândalo atrapalhou a sua corrida ao Senado. Tão logo perde a disputa pela vaga ele conhece Elise (Emily Blunt), bailarina por quem se apaixona. Contudo, homens com estranhos poderes de interferir no futuro aparecem do nada e começam a pressioná-lo para que ele não dê continuidade a este romance, porque isso poderá atrapalhar o futuro de ambos. Sem saber ao certo quem são essas pessoas, a única certeza que David possui é que precisará reunir forças para enfrentá-los e encarar o que o destino lhe reserva.

Belo filme, cujos principais temas são o livre arbítrio e o determinismo. O filme questiona se somos tão livres quanto às vezes pensamos ser, se existe uma espécie de "deus" que controla as nossas vidas e já tem todo um plano traçado pra nós, e mesmo caso exista este plano se somos capazes de mudá-lo ou se ao menos temos ousadia e coragem para tal; o que se fosse possível faria de nós também uma espécie de "deuses".


9 - O Diabo, provavelmente:


"Mas se eu fizesse algo, eu estaria sendo útil, mesmo que minimamente, a um mundo que eu desprezo. Eu trairia minhas ideias. Apenas me cerraria ainda mais. Eu prefiro saber que não há saída.(...) Só quero o direito de ser eu mesmo. Não quero ser forçado a deixar de querer, substituir meus verdadeiros desejos por falsos, baseados em estatísticas, pesquisas, fórmulas, classificações científicas ultra-imbecis Americanas-Russas. Não quero ser um escravo ou um especialista."





"O Diabo, provavelmente" é um filme francês de 1977, de Robert Bresson. Contada num flashback a estória de Charles, um adolescente parisiense que anda pela cidade sem futuro aparente, rejeitando o claustrofóbico e superficial estilo de vida moderno. Quando sua família, amigos e psiquiatra não conseguem ajudá-lo a achar um caminho, ele começa a se relacionar com duas mulheres e um hippie. Bresson lança um olhar impiedoso sobre o mundo de hoje e a destruição da natureza e das formas de vida. Uma reflexão sombria feita a partir da descoberta de um cadáver, o corpo de um homem cuja única resposta para o estado do mundo é o suicídio.

Este é um filme existencialista sobre o vazio, o "spleen", a solidão e a melancolia, e que critica as superficialidades e padrões do mundo em que vivemos. Charles, o protagonista, é um jovem em depressão, extremamente pessimista e descrente em relação ao mundo. Ele vive vagando à procura de um sentido em sua vida, mas só encontra a decadência e a podridão humana, o que o faz entender que ele também faz parte dessa futilidade, e logo sua vida também não tem valor, o que resulta em ele dar um fim a si mesmo.


8 - Matrix: 

"O que é real? Como você define o 'real'? Se você está falando sobre o que você pode sentir, o que você pode cheirar, o que você pode saborear e ver, o real são simplesmente sinais elétricos interpretados pelo seu cérebro."





Matrix é um filme de 1999, dirigido pelos irmãos Wachowski. Em um futuro próximo, Thomas Anderson (Keanu Reeves), um jovem programador de computador, é atormentado por estranhos pesadelos nos quais encontra-se conectado por cabos e contra sua vontade, em um imenso sistema de computadores do futuro. Em todas essas ocasiões, acorda gritando no exato momento em que os eletrodos estão para penetrar em seu cérebro. À medida que o sonho se repete, Anderson começa a ter dúvidas sobre a realidade. Por meio do encontro com os misteriosos Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss), Thomas descobre que é, assim como outras pessoas, vítima do Matrix, um sistema inteligente e artificial que manipula a mente das pessoas, criando a ilusão de um mundo real enquanto usa os cérebros e corpos dos indivíduos para produzir energia. Morpheus, entretanto, está convencido de que Thomas é Neo, o aguardado messias capaz de enfrentar o Matrix e conduzir as pessoas de volta à realidade e à liberdade.

Sempre citado nas listas de filmes filosóficos, esta é uma grande obra, "o mito da caverna moderno", com muitas referências religiosas (hinduístas,budistas, etc), literárias e filosóficas. Questiona o quanto há de real em nossa vida, o quanto somos manipulados e escravizados pelo sistema, e o que podemos fazer pra mudar isso e deixar de levar uma vida vaga de sentimentos, só de trabalho, mesmices e condicionamentos que obtemos desde de crianças. Uma clássica questão também que o filme põe ao telespectador é se é melhor viver ilusoriamente feliz na ignorância ou sofrer sabendo a verdade.


7 - O Mundo de Sofia:


"Por diferentes motivos, a maioria das pessoas é tão absorvida pelo cotidiano que a admiração pela vida acaba sendo completamente reprimida."






"O Mundo de Sofia" é um filme norueguês de 1999.Sinopse: Às vésperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo em que vivemos. Os postais foram mandados do Líbano, por um major desconhecido, para alguém chamada Hilde Knag, jovem que Sofia igualmente desconhece.

Este é para os amantes da filosofia em seu sentido mais acadêmico, e deveria ser obrigatório em todas as escolas. Do início ao fim, é uma verdadeira aula sobre a história da filosofia e os seus principais fundamentos e ideias, desde os pré-socráticos até aos pós-modernos, de um modo leve e divertido. É muitíssimo recomendado para quem quer se iniciar na filosofia, de modo diferente do habitual que se vê nas escolas, onde geralmente é visto como algo chato e sem importância.



6 - A Onda:


"Sim, cometemos erros, mas nós podemos corrigi-los!"



Filme alemão de 2008 baseado numa história real. Em uma escola da Alemanha, alunos tem de escolher entre duas disciplinas eletivas, uma sobre anarquia e a outra sobre autocracia. O professor Rainer Wenger (Jürgen Vogel) é colocado para dar aulas sobre autocracia, mesmo sendo contra sua vontade. Após alguns minutos da primeira aula, ele decide, para exemplificar melhor aos alunos, formar um governo fascista dentro da sala de aula. Eles dão o nome de "A Onda" ao movimento, e escolhem um uniforme e até mesmo uma saudação. Só que o professor acaba perdendo o controle da situação, e os alunos começam a propagar "A Onda" pela cidade, tornando o projeto da escola um movimento real. Quando as coisas começam a ficar sérias e fanáticas demais, Wenger tenta acabar com "A Onda", mas aí já é tarde demais.

Em mundo tão vazio e amedrontador, muitas pessoas são tentadas a fazer parte de algum grupo para se sentirem menos incompletas e com a sensação de que não estão sozinhas. Este filme mostra de forma genial, como se pode fazer uma ditadura e manipular as massas, através da manipulação baseada em tais debilidades humanas.


5 - Ela:

"Apaixonar-se é uma loucura. É como uma forma de insanidade socialmente aceitável"




Her (no Brasil, "Ela") é um filme estadunidense de comédia dramática, ficção científica e romance de 2013 escrito, dirigido e produzido por Spike Jonze. O filme é estrelado por Joaquin Phoenix, Amy Adams, Rooney Mara, Olivia Wilde, e Scarlett Johansson como a voz de Samantha. Theodore (Joaquin Phoenix) é um escritor solitário, que acaba de comprar um novo sistema operacional para seu computador. Para a sua surpresa, ele acaba se apaixonando pela voz deste programa informático, dando início a uma relação amorosa entre ambos.

Esta história de amor incomum explora a relação entre o homem contemporâneo e a tecnologia; o isolamento das pessoas entre si devido a ela e à sua supervalorização. O filme mostra a influência dos meios de comunicação e como a humanidade está se mecanizando. As tecnologias que deveriam ser um complemento para facilitar a nossa vida, cada vez mais acabam dificultando ao substituírem pessoas e relações reais.


4 - Na Natureza Selvagem:


"É inegável que viver sem lenço nem documento sempre nos alegrou. Isso está associado em nossas mentes com fugir do passado, da opressão, da lei e de obrigações maçantes. A liberdade absoluta. E a estrada sempre conduziu ao oeste."





Into the Wild (Na Natureza Selvagem) é um filme biográfico de drama estadunidense de 2007 escrito e dirigido por Sean Penn. É uma adaptação do livro de não-ficção de mesmo nome de 1996 de Jon Krakauer baseado nas viagens de Christopher McCandless através da América do Norte e sua vida passada no deserto do Alaska no início da década de 1990. Sinopse: Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após dois anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.

Eis um dos filmes mais lindos a que já assisti, e também um dos que mais me fez refletir. É uma belíssima e feroz crítica à sociedade materialista e consumista, e uma ode à natureza e à liberdade. O filme é baseado na história real de Christopher McCandless, que cansado de viver num mundo de aparências e futilidades, parte em uma jornada pelo desconhecido, buscando viver plenamente, aproveitando cada momento em meio à pureza das coisas naturais, longe de qualquer corrupção.


3 - Vanilla Sky:


"Cada minuto que passa é uma nova chance para mudar tudo para sempre."




Vanilla Sky é um filme norte-americano de 2001, do gênero drama, com roteiro e direção de Cameron Crowe. O filme é uma refilmagem do filme espanhol Abre los ojos, de 1997. Em Nova York são narrados em flashback fatos angustiantes da vida de David Aames (Tom Cruise), um jovem empresário que é dono de um império editorial. David tem sua vida modificada quando conhece Sofia Serrano (Penélope Cruz), uma bela jovem por quem se apaixona .Tal relacionamento desperta ciúmes em Julie Gianni (Cameron Diaz), uma "amizade colorida" de Davis, que quer muito mais que mero envolvimento sexual com ele. Um dia, após sair da casa de Sofia, David encontra Julie, que usando o pretexto de querer conversar com ele o convence a entrar no carro dela. Em um ímpeto de loucura, e cega por se sentir preterida, ela lança o carro por cima de um viaduto. Ela não resiste ao impacto e morre. David sobrevive, mas fica com o rosto bem desfigurado e entra em coma, ficando neste estado por três semanas. Ao se ver David fica traumatizado e oferece qualquer quantia para reconstruírem seu rosto. Repentinamente realidade e fantasia se confundem de forma assustadora.

O que é verdadeiro? O que é sonho? Mais um filme que de maneira genial questiona a realidade e nos faz refletir sobre as escolhas que fazemos e as suas consequências das quais não podemos apagar se quisermos, mas que cabe a nós pensar melhor no futuro. E ainda, nos faz pensar que a cada minuto que passa podemos mudar completamente as nossas vidas e criarmos a nossa própria realidade.


2 - A Árvore da Vida:


“Eu achei que ser poderoso me daria a condição de ser amado.” 






The Tree of Life é um filme estadunidense de 2011, escrito e dirigido por Terrence Malick e estrelado por Brad Pitt, Sean Penn e Jessica Chastain. Os O'Brien (Brad Pitt e Jessica Chastain) tiveram três filhos, criados com grande rigidez pelo pai. O mais velho deles, Jack (Sean Penn), sempre teve atritos com o pai, em parte por reconhecer em si mesmo um pouco dele. Além disto, já adulto, Jack enfrenta um forte sentimento de culpa devido à morte de seu irmão. O filme mostra as origens e o significado da vida através dos olhos de uma família da década de 1950 no Texas, tendo temas surrealistas e imagens atráves do espaço e o nascimento da vida na Terra.

Difícil falar deste filme, uma obra tão magnífica e complexa. É uma show de imagens e uma viagem do início ao fim. Basicamente fala da existência e as suas questões mais essenciais: "Como a mundo foi criado?", "Existe um Deus?", "Há vida após a morte?", "Há razões para as perdas e o sofrimento?", etc. É uma obra-prima que o tempo todo nos faz refletir através de simbolismos extremamente poéticos e cheios de significados, mas que talvez tenha sido feito mais para sentir do que para tentar entender.


1 - A Viagem(Cloud Atlas):

“Nossas vidas não são nossas. Desde o útero até ao túmulo, somos ligados a outra pessoa. No passado e no presente. E com cada crime, e cada boa ação, fazemos renascer o futuro.” 





Cloud Atlas (no Brasil: A Viagem) é um filme de ficção científica e drama, escrito e dirigido por Andy, Lana Wachowski e Tom Tykwer. Foi adaptado a partir do romance de 2004 por David Mitchell. O filme consiste de seis histórias entrelaçadas abrangendo diferentes épocas. De acordo com o autor David Mitchell, a estrutura é como "uma espécie de mosaico pontilhista". No filme, embora pareça apenas um mosaico de histórias independentes, há elementos indicadores das conexões das vidas (reencarnações) dos personagens. É um filme complexo, com difícil entendimento sob apenas uma sessão ao se assistir; contudo com um conteúdo muito rico ao seguir um desenvolvimento (trama) não linear. O sinal "de nascença", o cometa, em um personagem a cada período possibilitaria interpretar a sua linha de reencarnações e as conexões com os demais personagens. O Diretor conseguiu realizar um trabalho muito bem feito de contar a história. Tanto o encadeamento paralelo de sequências, quanto a montagem não linear quanto a linha temporal, e também o tema musical produzem um resultado surpreendente: essa percepção é dependente de uma revisita ao filme (mais de três vezes) e também de recorrer a repetição de partes específicas para recuperar detalhes (muito bem camuflados) inseridos no fluxo natural da história total.

Primeiramente, vale mencionar que este filme foi feito pelos irmãos Wachowski, os mesmos por trás de V de Vingança e Matrix, o que é grande mérito. Além disso, o elenco é riquíssimo com atores como Tom Hanks, Hugh Grant, Halle Berry, Jim Broadbent, Hugo Weaving, Jim Sturgess, Doona Bae, Ben Whishaw(genial como sempre) e James d'Arcy. Bem, este não é um filme ao qual devemos assistir apenas uma vez, tanto pela sua complexidade quanto pela sua beleza. O filme trata de forma filosófica de temas como ação e reação, reencarnação e o livre arbítrio e mostra como todos os seres humanos estão ligados e na verdade são todos parecidos e ainda como podemos mudar a história e devemos questionar tradicionalismos que apenas atrasam o progresso; isto através de diálogos e imagens que a cada minuto provocam reflexões e admiração.

6 comentários:

  1. Oi Renan! Quanto amor num post só, já estou salvando algumas indicações no filmow <3 Filmes são meu vício. Desses eu já assisti Her, Na Natureza Selvagem e a Onda. Gostei dos três, Her foi o que mais me marcou, A Onda eu tive que esmiuçar para um trabalho da facul (relacionando com teorias do Freud) e acabei pegando uma certa raiva do filme, de tanto que vi. huahuauh Eu já li O Mundo de Sofia há muito tempo, aliás, foi um dos meus primeiros livros "grandes", estava no fundamental ainda e ele me marcou muito, é incrível. O filme nunca quis ver por só ler comentários negativos a respeito, preferi não estragar a imagem perfeita do livro rs. O Diabo, Provavelmente está na minha listinha pra ver mas não acho online :( Tu teria algum link para me passar? :D Fiquei com vontade de assistir ao décimo, alguém já havia me falado sobre esse filme e eu nunca assisti, parece muito interessante. Tu já assistiu O Substituto? Creio que tu iria gostar.
    beijos

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    1. Muito obrigado, Bruna! :D
      "O Diabo, Provavelmente", infelizmente só achei para baixar:

      http://minhateca.com.br/Solazev/D*c3*a9cada+1970.1979/O+Diabo*2c+Prov*c3*a1velmente+1977+Leg/O+Diabo+Provavelmente+1977+Leg,268701897.avi(video)

      E o décimo, Agentes do Destino, é bom demais, vale a pena ver. Quanto a "O Substituto" já vi sim, excelente, existencialismo puro!

      Obrigado. beijos :)

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  2. Na Natureza Selvagens conta literalmente a minha vida, claro que com menos enfase na natureza.
    Mas sem sombra de dúvidas conta tudo, inclusive o que eu ainda não obtive.
    E claro que seguirei algumas de suas dicas, as que eu ainda não vi =D
    Sexo, Fraldas e Rock'n Roll

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    1. Muito obrigado pelo comentário, querida Paola.
      Seja sempre bem vinda! :)

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  3. Gostei, muito dos filmes citados são simplesmente favoritos como Cloud Atlas e Agentes do Destino (que por sinal é inspirado num conto do K. Dick, conhece? Escritor sensacional!). Já O Mundo de Sofia não gostei do filme, não me passou a profundidade que encontrei no livro. Gostei dos demais também, Matrix, sem falas: um dos melhores!
    Conheci o seu blog agora e gostei bastante! Até mais!
    4sphyxi4.blogspot.com.br

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    1. Não conhecia o escritor! Muito obrigado, vou procurar lê-lo :)

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